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Anónimo. São 30 segundos

há 11 horas Relato directo
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Alegadamente "Alegadamente, vivem-se tempos particularmente sobrios para algumas equipas. A cultura de gestão de alguns leads parece assentar numa lógica de "o pastor e o rebanho". O espírito crítico e a capacidade de questionar são apresentados como qualidades desejáveis mas apenas enquanto não põe em causa a narrativa estabelecida. Os team leads representam muito bem essa realidade. Numa empresa onde a experiência em cargos de liderança parece não ser um requisito, muitos acabam por ocupar estas posições sem qualquer preparação para tal. O modelo de gestão baseado no controlo, na insegurança e na eliminação de quem não encaixa é bastante óbvio. O resultado disto vive-se todos os dias. As pessoas trabalham sob uma pressão constante para atingir targets que, em muitos casos, parecem completamente desajustados à realidade. Espera-se qualidade recorrendo a tools deficientes e não otimizadas, processos ineficazes e recursos de apoio insuficientes entre outros. O mais curioso é que estes problemas parecem por vezes ser bastante transversais entre equipas da FF. Inevitavelmente, voltamos ao mesmo ponto: a liderança. Algumas destas posições parecem nascer menos do mérito e mais das relações de proximidade e das amizades cultivadas em horário de trabalho. Quando o conhecimento é substituído pelo favoritismo, cria-se um ambiente onde as competências deixam de ser o principal critério para evoluir. A forma como alguns leads lideram é simplesmente lamentável. Reuniões em que o verdadeiro objetivo não parece ser alinhar os memsos ou resolver problemas, mas sim recolher informação que, mais tarde, possa ser utilizada contra os próprios trabalhadores. Pede-se sinceridade. Pede-se transparência. Pede-se feedback. Mas nunca se esqueçam de que nesta empresa, toda a ação tem uma repercussão, pelo menos para alguns. Comentários feitos de forma construtiva são facilmente transformados em afrontas. Sugestões para melhoramento das tools são ignorados ou ficam esquecidos no tempo. Perguntas são vistas como desafios à autoridade. Não porque o conteúdo o justifique, mas porque uma liderança excessivamente sensível e alimentada pelo próprio ego tende a ver qualquer 'discordância' como uma ameaça. As dificuldades que os trabalhadores partilham deixam de ser oportunidades para compreender a origem das dificuldades e tornar processos mais eficientes. Passam a ser armas que podem ser usadas para questionar competências, compromisso ou até mesmo o desempenho. Em vez de se construir uma equipa sólida, confiante e psicologicamente segura, constrói-se uma cultura onde impera o receio de falar. Uma empresa que parece ter perdido, pelo caminho, o que outrora a distinguia. O mais preocupante é mesmo a raiz do problema que é bem mais profunda do que aparenta. E quem o reconhece muitas vezes, pouco ou nada consegue fazer para o alterar. É um sistema que se alimenta de si próprio. Um jogo onde as regras mudam conforme o jogador, onde alguns começam a partida várias casas à frente e outros descobrem que nunca estiveram a jogar para ganhar. Num jogo viciado, não vence quem tem mérito, vence quem melhor conhece o crupiê. Talvez seja por isso que tantas pessoas acabam ser 'convidadas a sair'. Não porque lhes falte competência, dedicação ou vontade de fazer um bom trabalho, mas porque chega um momento em que percebem que o problema nunca esteve nelas. Estava na cultura. Numa liderança que confunde submissão com respeito e espírito crítico como insubordinação. Quando uma empresa começa a eliminar precisamente as pessoas que saem dos moldes deixa de cultivar talento. Limita-se a formar um rebanho cada vez maior, convencido de que seguir o pastor é mais seguro do que procurar um caminho melhor. "
Experiencia própria.